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Desigualdade salarial entre mulheres e homens

09/09/2008 21:00

Em menos de um quarto de século, a condição das mulheres no mercado de trabalho sofreu transformações sem precedentes na história. A instrução educacional e o trabalho permitiram-lhes romper com a dominação masculina nos cargos de alto escalão, bem como diminuíram, de forma significativa, a desigualdade na relação de gênero.

 

A desigualdade modificou-se, mas nunca deixou de existir, posto que segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), as mulheres recebem em média, rendimento 30% inferiores aos dos homens, apesar de possuírem níveis de escolaridade superiores: 7 anos contra 6,8.

 

Tal tratamento diferenciado se explica do ponto de vista histórico, já que a mulher foi, até muito pouco tempo, extremamente discriminada.

 

É visível a discriminação que as mulheres ainda sofrem com relação à profissão e remuneração, tanto é verdade que há pouco tempo o TST – Tribunal Superior do Trabalho decidiu: “a natureza não fez homens e mulheres iguais: a desigualdade é visível e não poderia ser modificada por simples vontade do legislador” (TST, RR 48.478/92.1 Rel. Min. Armando de Brito, AC 5ª. T. 2.656.94)

 

A mulher tem desempenhado importante papel no mercado de trabalho, todavia, a sociedade brasileira, em sua maioria, ainda distribui somente a ela, tarefas familiares e domésticas que contribuem  muito com o maior desgaste físico e psicológico. Em países ricos, verifica-se que a cultura moderna vem modificando essa prática, onde homens e mulheres dividem as obrigações domésticas, cada um com suas responsabilidades e habilidades, cooperando e auxiliando um ao outro.

 

De certa maneira, constata-se uma grande evolução da mulher na área profissional, mas, ainda são necessárias muitas mudanças institucionais, jurídicas e de valor para que vivamos em uma sociedade justa, com igualdade entre mulheres e homens, não só aquela igualdade prevista na Constituição Federal, no artigo 5º, I, mas aquela vista na prática, na rotina das empresas.

 

É bem verdade que existem empresas com resistência a liderança feminina, mas os conceitos de gerenciamento mais modernos estão valorizando exatamente a maneira feminina de lidar com o mundo, através da sensibilidade, dialogo e capacidade de agregação, com tantas vantagens, não é possível que a mulher continue recebendo menos do que os homens para exercer a mesma função.

 

Essa tendência caminha para mudança, mas não depende apenas da sociedade, depende de cada mulher, depende da luta e da busca pelo reconhecimento que é o dever de cada uma.

 

 

* A autora é Advogada Associada ao escritório Resina & Marcon Advogados Associados, pós-graduanda em Direito Tributário pela Rede de Ensino Luiz Flávio Gomes de São Paulo – SP, cursando MBA em Gestão e Controladoria Estratégica de Negócio pela PUC/SP. www.resinamarcon.com.br

 

Jane Resina


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