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Longe de ser apenas um Congresso

21/10/2007 20:00

No último dia 17 de outubro, o Hotel Maksoud Plaza foi palco para o XXI Congresso Brasileiro de Direito Tributário, organizado pelo Instituto Geraldo Ataliba – IDEPE. E estar presente a um evento de tamanho prestígio, é algo tão especial que tentarei traduzir aqui, um pouco desse evento, através de lembranças de alguns momentos que foram especiais.

Ao entrar no auditório percebe-se o respeito e o quão prestigiado é esse evento, posto que estavam presentes autoridades, pensadores do direito, estudantes, advogados jovens, de meia idade e muitos da melhor idade, todos bastante interessados e ansiosos para o início dos trabalhos.

A aula inaugural foi dada por um dos doutrinadores e filósofos do Direito Tributário mais respeitado e admirado na atualidade, o ilustre Dr. Paulo de Barros Carvalho, que com muita tranqüilidade e didática nos fez refletir sobre os “Valores” Constitucionais, Tributários e até mesmo valores sociais, sendo que esses muitas vezes se confundem ou em outras situações se completam.

Como já dizia Geraldo Ataliba, “Bom Senso não tem nada a ver com direito, mas é bom que os profissionais da área não o esqueçam”. Ovacionado pelo público atento presente, deu-se início a outras explanações tão interessantes quanto, outras mais complexas.

Mas, de repente compõe à mesa ninguém menos do que o Dr. Eugênio Doin Vieira, um exemplo a ser seguido e agora, não digo apenas no âmbito profissional, que nesse campo, não há palavras para tanta sabedoria, mas ali, naquele momento, víamos uma força, uma garra, uma vontade de viver, o qual mesmo com tantas dificuldades, em pouco tempo, foi capaz de dar-nos mais do que conceitos.

A dificuldade dita está relacionada a uma doença que atualmente é considerada a pior de todas, com o auxilio de um balão de oxigênio, presidiu a mesa brincando, apresentando seus colegas com poesias maravilhosas escritas de próprio punho, humilde como um grande mestre e sábio.

Ao final da exposição, de um outro palestrante, o cerimonial entregou um folheto que estava escrito “Tempo” ele leu em vós alta e disse “Acho que estão pedindo para eu parar de falar, acabou o meu tempo”com um bom humor jamais visto, Dr. Eugênio pegou o microfone e disse “Tudo tem duas interpretações, Bottallo ao receber “Tempo” entendeu ter esgotado seu tempo, quando a intenção era dizer: Fique a vontade, use o tempo que quiser”

Nota-se que ao participar desse evento, o acréscimo doutrinário é pouco perto do aprendizado que esses Doutrinadores nos passam, mostrando que estamos apenas engatinhando na vida e nos estudos específicos.

O melhor de tudo isso, é que no dia seguinte haveria mais!

*Milla Resina de Oliveira, pós-graduanda em Direito Tributário pela Rede de Ensino Luiz Flávio Gomes em São Paulo – SP, Advogada do escritório Resina e Marcon Advogados Associados.

Jane Resina


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