31.01.2018 Artigo

Uma campanha eleitoral “compliant”

Uma campanha eleitoral “compliant”

Eduardo M. S. Costa Junior

Com os últimos escândalos de corrupção veiculados nas mídias nos últimos anos, a população tornou-se mais atenta a questões inerentes à moralidade e integridade da vida em sociedade.

No ano de 2018 teremos campanha eleitoral para decidirmos quais serão nossos representantes em cargos de grande importância política.

Com a operação lava-jata, surgiu um termo muito utilizado, principalmente no meio empresarial: “compliance”.

Entretanto, compliance não se refere tão somente a negócios.

“Ser compliant” significa estar de acordo com as normas e as regras estabelecidas para determinado segmento.

Os candidatos às eleições de 2018 deverão estar muito atentos à forma como irão dirigir suas campanhas. O eleitor está muito mais exigente e não admitirá deslizes por parte daqueles que serão seus representantes.

Desta forma, existe uma maneira de mitigar alguns riscos dessa etapa da candidatura, bem como de comprovar, ao eleitor, que o candidato está jogando de forma limpa e desempenhando uma campanha legal e longe de corrupção.

Esta maneira é com a implementação de um programa de compliance na campanha.

Este programa traz a criação de alguns procedimentos para questões, principalmente, financeiras da campanha.

Este visa a elaboração de manuais de condutas com práticas anticorrupção, bem como a utilização de ferramentas como o “due diligence” na hora de realizar a arrecadação e os gastos utilizados para financiar a campanha.

O programa irá ajudar, de forma demasiada, o candidato, inclusive, na hora de realizar a sua prestação de contas ao TSE.

O compliance eleitoral irá blindar a campanha de quaisquer atos que possam envolver o candidato ou seus cabos eleitorais em escândalos que descredibilizem seu caráter e sua moralidade, além é claro de proporcionar-lhe um bônus competitivo quando comparado aos demais concorrentes.

Afinal de contas, a população tem buscado indivíduos de reputação ilibada e conduta “compliant” para lhes representar, afim de que o Brasil possa iniciar uma mudança cultural a partir de seus políticos.

 

Eduardo M. S. Costa Junior é Suporte Jurídico do escritório Resina & Marcon Advogados Associados, Graduando em Direito pela Universidade Católica Dom Bosco - UCDB. Tem experiência na área de RH, Departamento pessoal, aconselhamento e liderança jovemhttp://lattes.cnpq.br/3659541617532504

 

Eduardo Marques de Souza Costa Junior
Equipe de apoio