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Fatos e Versões

18/07/2006 09:32

Juiz determina acareação entre Suzane e Cravinhos.

O juiz Alberto Anderson Filho deferiu pedido de acareação entre Suzane von Richthofen e os irmãos Christian e Daniel Cravinhos. O pedido foi feito pelo Ministério Público já que os três acusados pelo assassinato do casal Manfred e Marísia von Richthofen divergem nos depoimentos sobre o crime.

A acareação é regra prevista no artigo 229 do Código de Processo: “a acareação será admitida entre acusados, entre acusado e testemunha, entre testemunhas, entre acusado ou testemunha e a pessoa ofendida, e entre as pessoas ofendidas, sempre que divergirem, em suas declarações, sobre fatos ou circunstâncias relevantes”.

Deferido o pedido de acareação, a ordem dos trabalhos do Júri foi mudada. Primeiro haverá as oitivas das testemunhas de defesa e acusação, depois a acareação e, se necessário, a leitura dos autos. São mais de sete mil páginas de processo. Busca da verdade, o advogado Geraldo Jabur, que defende os irmãos Cravinhos e chegou a dizer que pediria ele mesmo a acareação, alega que Suzane mente ao afirmar que nunca planejou o crime. Não foi só Suzane quem divergiu da versão apresentada na fase de instrução do processo. Daniel, no depoimento, afirmou que sua ex-namorada arquitetou o plano e que ele sozinho matou o casal. Christian confirmou a versão, com algumas contradições. Suzane desmentiu tudo. Disse que ela só soube que os pais seriam mortos no dia dos fatos.

Os três são acusados de planejar e matar os pais de Suzane na casa em que a família vivia, na zona sul da capital paulista. Suzane, Christian e Daniel estão presos. Foram denunciados pelo Ministério Público por duplo homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima. Christian Cravinhos, especialmente, também responde por furto no mesmo processo.

O crime aconteceu em outubro de 2002. A estratégia traçada pela defesa dos irmãos Cravinhos é de que foi Suzane quem arquitetou o plano. Os advogados da jovem afirmam o contrário: para eles, Suzane sempre foi inocente e não poderia ter planejado o assassinato dos pais, porque se relacionava muito bem com eles.

Revista Consultor Jurídico, 18 de julho de 2006

Fonte: http://conjur.estadao.com.br/static/text/46426,1


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